O presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Bettencourt Picanço, admitiu esta quarta-feira marcar uma greve para 14 de Novembro, data da greve geral, se for essa a vontade dos trabalhadores.



"É uma hipótese muito razoável, fazer uma greve coincidente com a greve geral marcada pela CGTP. Somos uma organização de trabalhadores e para os trabalhadores e faremos o que os trabalhadores quiserem", disse Picanço.

O Governo enviou segunda-feira aos sindicatos da Função Pública uma segunda versão de proposta negocial anual onde está previsto que a idade da reforma passe para 65 anos e que haja uma redução dos contratados a prazo no sector em mais de 50%.

A proposta do Governo vai ser hoje discutida com os sindicatos em reuniões sucessivas. Para Bettencourt Picanço "não há hipótese nenhuma de negociação, trata-se só de cumprir calendário".

Depois da reunião no Ministério das Finanças, o STE ouvirá os seus associados e irá esclarecê-los sobre as intenções do Governo para saber o que eles querem fazer. A greve é, segundo o sindicalista, "uma possibilidade que está em cima da mesa" porque "não é possível ficar parado".

As medidas previstas na proposta do Governo serão incluídas na proposta de lei de Orçamento do Estado para 2013 que o Executivo deverá aprovar em Conselho de Ministros também esta quarta-feira e entregar no Parlamento no dia 15 de Outubro.

Entre as alterações propostas pelo Governo aos sindicatos da função pública constam também a redução do pagamento de trabalho em dia feriado dos 50 para os 25%, em 2013, e as horas extraordinárias em dia normal dos 25 para os 12,5% na primeira hora e 18,75% nas restantes.

O governo pretende ainda pagar o 14.º mês por duodécimos mensais e suspender o 13.º mês a quem ganhe mais de 1.100 euros.

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