A empresa municipal Portimão Urbis – Sociedade de Gestão e Reabilitação Urbana foi alvo de uma acção de arresto de bens decretada pela Justiça devido a um processo de dívidas, apurou o CM.



Contactada pelo nosso jornal, a empresa, através do presidente do conselho de administração, Luís Manata e Silva, confirmou, por escrito, que "decorreu na passada segunda-feira, pelas 10h00, uma diligência de arresto sobre os bens móveis da sede social da Portimão Urbis, SGRU, tendo ficado a sociedade como fiel depositária dos mesmos".

Sem revelar quem solicitou o arresto dos bens e qual o montante da dívida em causa, Luís Manata e Silva apenas realça que "não pode deixar de estranhar o sucedido, na medida em que se encontra a decorrer um processo negocial entre os mandatários das partes".

Numa lista publicada em meados do ano passado pela Inspecção-Geral de Finanças, a Portimão Urbis aparecia como a empresa municipal mais incumpridora do País, em termos de pagamento de dívidas. As facturas por saldar tinham aumentado 123 122%.

A solução dos problemas financeiros da empresa poderá passar pelo Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), criado pelo actual Governo. A autarquia de Portimão fez uma candidatura no valor de 100,5 milhões de euros para pagamento de dívidas com mais de 90 dias. Sendo mais de metade do total desta verba (cerca de 52 milhões de euros) destinada à Portimão Urbis.

A empresa municipal tem sido acusada pelos partidos da oposição de ser um sorvedouro de recursos financeiros da autarquia. Mas para o executivo socialista, a Portimão Urbis permite reforçar a eficiência e a eficácia da administração local, através da optimização da utilização dos recursos públicos.

cm