Os portugueses estão a castigar o Governo pelas medidas de austeridade que lhes estão a ser impostas. Segundo uma sondagem CM/Aximage, o PS de António José Seguro reúne já mais votos sozinho (33,7%) do que os partidos da coligação juntos.



O barómetro mensal de Outubro é muito revelador do impacto que as medidas fiscais anunciadas pelo Governo, nomeadamente as apresentadas pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, no dia 3, estão a ter nos eleitores.

Depois de em massa terem saído à rua em protesto, a 15 de Setembro, os portugueses penalizam agora o PSD de Passos Coelho, e as intenções de voto caíram para 24,9%. Está em causa uma descida de 8,4 pontos percentuais relativamente ao mês de Setembro (33,3%). Curiosamente, o CDS/PP, parceiro de coligação, não sai tão penalizado como os sociais-democratas.

O partido de Paulo Portas viu até a intenção de voto subir ligeiramente, passando dos 7,1%, em Setembro, para 7,9%, em Outubro. PSD e CDS juntos conquistam agora 32,8% dos eleitores, contra os 33,7% de Seguro.

Em matéria de ‘remodelação ministerial’, 81,1% dos eleitores defendem que o primeiro-ministro deve proceder a uma dança de cadeiras no Governo a breve trecho.

Sem grande surpresa, é o responsável pela pasta das Finanças, Vítor Gaspar, aquele que aparece em primeiro lugar como alvo a abater (36,1%), seguindo-se um dos governantes que tem estado envolvido em grande número de polémicas: o dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas (35,6%).

FICHA TÉCNICA

Universo: Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 604 entrevistas efectivas: 284 a homens e 320 a mulheres; 135 no interior, 256 no litoral norte e 213 no litoral centro sul; 164 em aldeias, 209 em vilas e 231 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 1 a 4 de Outubro de 2012, com uma taxa de resposta de 79,1 por cento.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 604 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

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