Um antigo Coronel do Exército, amigo de longa data de Ferreira da Silva, que em Fevereiro do ano passado matou o ex-genro, Cláudio Rio Mendes, no parque da Mamarrosa, em Oliveira do Bairro, disse ontem no Tribunal que se o homicida levou a arma para o local do crime é porque ia já com intenção de disparar.


Sérgio Manuel (na foto) testemunhou no julgamento de Ferreira da Silva

A afirmação surgiu durante a análise de parte do vídeo do crime. O juiz-presidente questionou o antigo Coronel, Sérgio Manuel, sobre qual teria sido o momento em que o engenheiro decidiu disparar, uma vez que antes dos disparos o homicida levou a mão três vezes ao bolso. O antigo Coronel respondeu com outra pergunta. "E se ele levou a arma com ele não era então já para atirar?", disse.

A testemunha, com base na experiência que teve no Exército, afirmou ainda que Ferreira da Silva só entrou em pânico após o primeiro disparo. "Ele deu o primeiro tiro e deve ter achado que não atingiu. Ficou em pânico e aí disparou sem parar", concluiu.

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