O homicídio de uma professora de 51 anos pelo ex-marido, de 65, com cinco tiros de revólver, num jardim na rua de Ceuta, em Lagos, no passado dia 1 de Setembro, ainda está fresco na memória dos lacobrigenses. Não é este, contudo, o tipo de criminalidade que mais inquieta a população e a PSP, mas sim os roubos por esticão ou mediante ameaça de arma (branca, sobretudo) ou coacção.



"Lagos é uma cidade segura, com índices criminais muito reduzidos. Mas a criminalidade violenta e grave aumentou 24,3% no primeiro semestre deste ano relativamente ao período homólogo do ano passado", disse ao CM o comissário Carlos Pinto, da Divisão de Portimão da PSP, que inclui Lagos.

"Os roubos na via pública (37, no total) são os que mais nos preocupam. Mas, como o autor da maior parte desses crimes foi identificado há duas semanas, está tudo mais sereno", revelou.

Para aquele responsável, as ruas dos bares, no centro da cidade, são as mais problemáticas: "Há casos de perturbação da ordem pública e vandalismo de mobiliário urbano. E os roubos ocorrem sobretudo nas ruas adjacentes."

Os furtos em residências ou estabelecimentos, com arrombamento, decresceram na cidade (-22,7% e -59%), de acordo com os números oficiais. Mas, para as vítimas, o sentimento de insegurança mantém-se. "O meu estabelecimento foi assaltado duas vezes este ano, em Janeiro e Setembro. Partiram o vidro e roubaram tabaco e moedas", disse ao CM uma das proprietárias da papelaria Excêntrica. "Esta zona é insegura e falta aqui policiamento", frisou.

"ESTA CIDADE É SEGURA E PACÍFICA": Júlio Barroso, Presidente da Câmara de Lagos

CM – Preocupa-o a questão da segurança em Lagos?

Júlio Barroso – Não. Esta cidade é segura e pacífica. Há, contudo, como em todo o lado, problemas.

– As ruas dos bares e artérias adjacentes são as mais problemáticas, com roubos, furtos, desacatos e ruído. O que está a ser feito contra isto?

– A intervenção na frente ribeirinha prevê a criação de quatro pavilhões sobre a cobertura do parque de estacionamento subterrâneo local, destinados a instalar bares e equipamentos de animação nocturna, que assim sairão do centro da cidade.

– Como é que isso vai ser feito?

– Vamos reduzir o alargamento do horário de funcionamento dos bares dentro da cidade, sobre os quais recaiam queixas de ruído ou desacatos, e alargar os da frente ribeirinha.

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