Aqui podem ver o outro testículo do falecido. E aqui podem ver um saca-rolhas com sangue." Foi desta forma que o detective Ricardo Yanis descreveu ontem, no Supremo Tribunal de Nova Iorque, as fotos retiradas pelos investigadores no quarto 3416 do hotel Intercontinental, onde Renato Seabra matou Carlos Castro. As imagens, mostradas ao júri num ecrã de grandes dimensões, deixou muitos dos jurados em choque devido à violência das mesmas.



O depoimento de Yanis e as fotos - algumas mostrando Carlos Castro desfigurado e morto no chão do quarto - foram usados pela defesa para mostrar que Renato Seabra agiu num momento de "insanidade".

Imagens de videovigilância do hotel exibidas também ontem revelaram que Seabra esteve cinco horas dentro do quarto, entre poças de sangue, vidro e mobília partida e o cadáver do cronista, que foi encontrado nu.

"Havia sangue no chão, toalhas em todo o lado, estava tudo destruído. Depois abri a porta toda e vi o corpo, nu e com sangue na zona dos genitais", acrescentou Wilfredo Gonzalez, o segurança do hotel que cedeu aos apelos de Vanda Pires, a amiga do cronista que correu para o hotel depois de Carlos Castro deixar de atender o telefone.

Antes, o taxista que levou Renato ao hospital Saint Lukes tinha afirmado que no trajecto o modelo pediu para ouvir notícias e perguntou onde era depositado o lixo em Nova Iorque. Cheikh Mbacke foi a segunda testemunha de acusação a contrariar a tese da defesa de que o jovem estava "em pensamento delirante".

Já perto da meia-noite, o taxista ouviu na rádio que era procurado pela polícia um jovem com as características de Seabra e ligou para as autoridades.

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