Deu consultas dentárias a 50 alunos carenciados, mas quando chegou a altura de pedir o pagamento ao Estado, cobrou a triplicar. No total, o dentista, com um consultório no Porto, burlou em 4 mil euros. Foi constituído arguido, anteontem, pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária por falsificação de documentos e burla.



A investigação durava há vários meses, no âmbito do combate à fraude no Serviço Nacional de Saúde. O dentista colaborava com uma escola do Porto, no Sistema de Informação da Saúde Oral (SISO) que faz parte do programa em que o Estado financia tratamentos dentários a alunos carenciados. A escola dá os cheques-dentista aos alunos e depois o Estado paga as consultas ao dentista.

O médico atendeu 50 alunos da mesma escola. Estes só foram a uma consulta, mas o dentista cobrou ao Estado três consultas a cada um dos alunos, ou seja quatro mil euros. A investigação avançou porque os casos são de alunos de uma só escola. Foram feitas buscas no consultório do médico e as crianças confirmaram que só tiveram uma consulta. A PJ investiga se existem mais casos em outras escolas.

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