Bacar Baldé, de 30 anos, interpôs uma acção contra o Estado na qual exige uma indemnização de um milhão de euros por ter estado um mês na prisão, devido a um erro judiciário.

O guineense foi detido em Novembro de 2010, em Lisboa, depois de ter sido condenado à revelia no Tribunal de Gaia a três anos e meio por violação de uma menor deficiente. Mas os exames de ADN vieram a provar que não tinha sido Bacar o autor do crime e foi libertado um mês depois. O homem alega, no entanto, que passou momentos muito difíceis na prisão.

A condenação de Bacar Baldé foi desencadeada pelo facto de no local do crime ter sido encontrado o seu bilhete de identidade. O guineense tinha, no entanto, perdido o documento quando trabalhava em Espanha e havia já alertado os serviços de identificação civil portugueses. Além disso, Bacar garantiu que nunca esteve em Gaia.

cm