Aberto e ensanguentado. Assim foi encontrado pela polícia nova-iorquina o saca-rolhas com que Renato Seabra castrou Carlos Castro. O cronista social foi encontrado morto num quarto do Hotel Intercontinental, em Manhattan, a 7 de Janeiro de 2011. O utensílio estava no chão, em cima de um chinelo de hotel, com um pequeno papel com uma mensagem enigmática em português: "Atrás... mas boa pessoa – poucas vezes."



No Tribunal de Nova Iorque, nenhum dos jurados ficou indiferente às imagens extremamente violentas do corpo mutilado e do cenário sangrento. Os testículos estavam separados: um em cima de uma toalha branca e o outro no chão, junto à cama, como se para ali tivesse sido atirado, disse o detective Ricardo Yanis, em tribunal, perante os jurados.

Na última sessão, os presentes visionaram vários episódios captados pelas várias câmaras de videovigilância instaladas no hotel, desde momentos ternurentos até outros mais tensos.

Tentando emendar o mal--estar entre ambos, vê-se mesmo Renato Seabra a tentar confortar Castro dentro do elevador do hotel, na noite da véspera do crime, colocando-lhe a mão no ombro, mas sem receber reacção do cronista. Apesar de ter havido uma violenta discussão nessa noite – que Carlos Castro relatou à amiga Vanda Pires, que já testemunhou em tribunal –, o cronista e o manequim tomaram o pequeno-almoço juntos na manhã do dia do crime. Apesar de sentados frente a frente, mal se falaram durante os 25 minutos que ali estiveram. A empregada de mesa diz mesmo que o clima era tenso.

O CM teve acesso a imagens captadas no dia 30 de Dezembro, em que ambos se mostram felizes e tranquilos.

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