"Parece-me uma decisão no mínimo insólita", diz ao CM Nuno Artur Silva, um dos fundadores de ‘Inimigo Público’, referindo-se à decisão da administração do ‘Público’ de acabar com o suplemento satírico já no final do ano. "Compreendo que o jornal esteja em reestruturação, mas estamos a falar do suplemento mais lido e o que mais tem subido nas audiências", acrescenta.



Ainda assim, o director-geral da Produções Fictícias e do Canal Q mantém-se optimista. "Estamos à procura de outras soluções, até porque o ‘Inimigo Público’ é uma marca muito forte. Além disso, temos uma boa relação com o ‘Público’ e gostávamos de continuar a trabalhar juntos", adianta Nuno Artur Silva, recusando a ideia de que este será o fim do ‘Inimigo Público’. "Continuará a existir nas redes sociais, no site e no Canal Q."

Na sexta-feira, Luís Pedro Nunes, director do suplemento, assegurou que estavam a trabalhar numa contraproposta, que poderá passar por um patrocinador. "Se não for viável continuar com o ‘Público’ esta parceria de nove anos, não vamos baixar os braços", adiantou.

O fim de ‘Inimigo Público’ surge na sequência de um plano de reestruturação do jornal da Sonaecom, que inclui a eliminação de 48 postos de trabalho. Em protesto contra estas medidas, os trabalhadores do ‘Público’ vão fazer uma greve de 24 horas na próxima sexta-feira, dia 19 de Outubro.

cm