A única funcionária que estava na ourivesaria Carrapiço, na rua do Comércio, em Portalegre, encontrava-se a limpar uma das montras, quando foi surpreendida por dois assaltantes, ambos com 20 anos.



Entraram de rompante na loja e com gás pimenta cegaram momentaneamente a mulher. Depois, obrigaram-na a abrir o cofre e levaram artigos de ouro. Este episódio, que remonta a Abril deste ano, quebrou a rotina e alertou as autoridades locais para o surgimento de casos de criminalidade violenta, levando ao reforço no patrulhamento ao comércio e às residências.

"O que mais nos preocupa são as situações que podem causar alarme ou intranquilidade social, como os roubos e furtos em residências e estabelecimentos", disse ao CM o comando da PSP local. As estatísticas recentes mostram que os episódios de criminalidade violenta passaram de 11, no primeiro semestre de 2011, para apenas 5, em igual período de 2012. Mas, para a polícia, a actual conjuntura económica poderá fazer disparar este número a qualquer momento. "Como prevenção, intensificámos o policiamento nas zonas sinalizadas", diz a mesma fonte.

DISCURSO DIRECTO

"A CIDADE É SEGURA", Adelaide Teixeira, pres. da Câmara de Portalegre

Correio da Manhã – Portalegre é uma cidade segura?

Adelaide Teixeira – Sim. É, de facto, uma cidade bastante segura. Felizmente, Portalegre tem ocupado de forma sistemática os últimos lugares dos rankings nacionais de criminalidade.

– A que se deve essa característica?

– Existe um espírito de grande proximidade e solidariedade entre as pessoas [a cidade tem cerca de 15 mil habitantes]. Por outro lado, as forças de segurança têm feito um grande trabalho no policiamento de proximidade nos bairros mais populosos e junto de idosos que residem em lugares mais isolados.

– Teme que, com a crise, alguma criminalidade, como os furtos e roubos, possa aumentar?

– Não temos qualquer informação objectiva que nos permita dizer que esse tipo de crime está a aumentar. Antes pelo contrário.

cm