O Ministério da Economia divulgou hoje, em comunicado que, sem a medidas adoptadas pelo Governo, o aumento da electricidade para 2013 seria de 11% e não os 2,8% anunciados pelo regulador de energia. Segundo o ministério liderado por Álvaro Santos Pereira, «a variação tarifária de 2,8% agora anunciada pela ERSE [Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos] está fortemente influenciada pelas medidas de redução de rendas excessivas adoptadas pelo Governo ao longo do ano de 2012».
O regulador de energia propôs um aumento de 2,8% dos preços da electricidade a partir de 1 de Janeiro de 2013 para os consumidores domésticos em Portugal continental, ou seja, mais 1,24 euros por mês em média, sendo a primeira tarifa transitória que vai vigorar até 31 de Março do próximo ano, altura em que o regulador voltará a anunciar uma outra tarifa transitória de 1 de Abril até 30 de Junho e assim sucessivamente, trimestre a trimestre até final de 2015.
O Governo defende que sem estas medidas, «a variação teria sido de aproximadamente 11,4%, o que constituiria um aumento absolutamente incomportável para as famílias e empresas, especialmente na actual conjuntura económico-financeira que o país atravessa», acrescentando que é a «mais baixa variação tarifária dos últimos sete anos».
A variação agora determinada pela ERSE até 31 de Março de 2013 está, segundo o comunicado do Ministério da Economia, "ligeiramente abaixo da inflação, tendo em conta a mais recente variação homóloga do Índice de Preços do Consumidor divulgada pelo INE de 2,9%, referente a Setembro de 2012».
Segundo o comunicado, as variações tarifárias para 2013 agora apresentadas pela ERSE tiveram em conta «um impacto de 410 milhões de euros na redução do défice tarifário de 2013».
As reduções de custos repercutidas nas tarifas do próximo ano, segundo o Executivo, foram, entre outras, de 103 milhões de euros da remuneração de custos no mecanismo de garantia de potência ou 47 milhões de euros nos produtores a partir da co-geração.

Fonte: Lusa/SOL