Pistola de plástico numa bolsa à cintura, o assaltante de 26 anos entrava nos bancos sempre de cara destapada. Na mão, um papel dizia: "Estou armado. Isto é um assalto".



Depois, o ex-segurança, viciado no jogo, escrevia a quantia que exigia. Funcionários e clientes não ofereciam resistência. Em poucas semanas conseguiu arrecadar cerca de 20 mil euros em sete assaltos – sacava entre mil a oito mil euros. O assaltante atacou em Almada, Setúbal, Loures, Sesimbra e Sintra. Foi apanhado pela Unidade de Contra-Terrorismo da PJ e já está em prisão preventiva.

Actualmente desempregado, justificou ter-se dedicado ao crime por não ter dinheiro para jogar em casinos e sustentar o vício. Também por estar a passar uma fase difícil a nível pessoal depois da morte do pai, que ocorreu pouco antes do primeiro roubo. Num dos assaltos, em Sesimbra, a funcionária do banco disse ter de abrir o cofre para lhe dar a quantia – e, impaciente, saiu do banco e entrou noutro na rua em frente, atacando duas dependências bancárias num espaço de quatro minutos.

O assaltante não tinha casa, estava a pernoitar dentro de um carro. Foi caçado graças ao sistema de videovigilância dos bancos – actuava sempre de cara destapada. Já está na cadeia.

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