Dois cães de raça pit bull impediam que estranhos se aproximassem do galinheiro, junto a uma habitação isolada, na zona de Moncarapacho (Olhão). Mas a GNR descobriu que os cães perigosos não se encontravam naquele local para guardar as galinhas e sim evitar o acesso a uma cave onde existia uma plantação de droga.



A entrada para o subterrâneo era feita por um alçapão. Lá dentro existia um sofisticado sistema de cultivo de canábis por hidroponia (sem utilização de terra, em que as plantas são alimentadas por nutrientes colocados na água). O método reduz em 75% o tempo em que as plantas precisam para atingir o tamanho adulto.

A GNR de Tavira, através do Núcleo de Investigação Criminal, começou a investigar há vários meses. Anteontem, quatro dezenas de militares, com a ajuda de cães de detecção de droga, concretizaram três buscas domiciliárias.

Ao que o CM apurou, as casas são de uma família de nacionalidade sueca. No decurso da operação foi detido um cidadão desse país, de 45 anos, e apreendidas cerca de duas mil doses de canábis (seco e embalado), 20 plantas e material para acondicionamento da droga, bem como dois carros, com matrículas inglesas falsas, roubados no estrangeiro.

Na altura, a GNR não conseguiu deter um outro traficante já referenciado, de 25 anos. A detenção só foi concretizada ontem à tarde, numa outra busca domiciliária. Foram apreendidas mais 400 doses de canábis. A GNR acredita que desmantelou "um dos principais pontos de produção e abastecimento" daquele tipo de droga na região.

cm