Encomendavam iPhones e iPads através de sites de vendas online, e davam sempre moradas diferentes aos vendedores na internet. O pagamento era feito com cheques sem cobertura e, já na posse dos aparelhos, o trio vendia-os no mercado paralelo em África.



A rede, anteontem desmantelada pela Judiciária de Aveiro, rendeu mais de cem mil euros aos burlões – dois homens, africanos, e uma mulher, de nacionalidade portuguesa.

O grupo actuava sempre da mesma forma, sendo que os crimes terão começado em Julho deste ano, sobretudo na zona de Águeda. Até agora, centenas de telemóveis e tablets foram já vendidos pelos burlões, tendo lesado todas as lojas na internet que negociaram com o trio.

Cada iPhone ou iPad – que pode custar mais de 700 euros – era depois introduzido em África, de forma ilegal. A quantia obtida com a venda daqueles aparelhos significava lucro para o trio, já que os negócios não eram declarados e nem sequer pagavam as compras.

Os detidos acabaram por ser apanhados em Marco de Canaveses, anteontem, após mais uma ronda de vendas. Dois dos burlões, que não têm emprego conhecido, não têm antecedentes criminais. O terceiro elemento da rede – e que é apontado como o mentor de todo o negócio – é animador em estabelecimentos de diversão nocturna. Todos os burlões têm entre 25 e 30 anos. Ouvidos em primeiro interrogatório judicial, foram soltos e ficaram obrigados a apresentações periódicas.

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