As encostas de Santarém que apresentam elevado risco de derrocada não são monitorizadas há mais de dois anos, à excepção da acompanhada pela Refer, afirmou esta segunda-feira o técnico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) que acompanha o processo.



Numa sessão promovida pela Câmara de Santarém para "voltar a colocar na agenda a urgência de uma intervenção" nas encostas da cidade, Francisco Salgado afirmou que desde a extinção da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) nenhuma entidade assegurou os protocolos com o LNEC que permitiam um acompanhamento da evolução do estado das barreiras.

"Neste momento o LNEC desconhece o estado das barreiras. Por isso, recomendei que fosse feita uma actualização, um ponto de situação, sobre as situações actuais de estabilidade", disse Francisco Salgado à agência Lusa, no final da sessão.

Segundo Francisco Salgado, a última inspecção detalhada ao estado das encostas de Santarém decorreu durante três meses no final de 2009/início de 2010.

"Convinha, enquanto não forem feitas as obras previstas no Plano Global de Estabilização das Encostas de Santarém, que fosse feita novamente uma actualização, essa inspecção detalhada, para ver como estão as coisas neste momento", acrescentou.

O técnico do LNEC confirmou que a única encosta que está a ser monitorizada é a das Portas do Sol, que dá para a linha ferroviária do Norte, porque a Refer manteve os protocolos com o Laboratório.

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