Mesmo a terminar a reunião desta tarde com as distritais do PSD, e em que se fez acompanhar do ministro das Finanças, Pedro Passos Coelho deixou um aviso ao seu parceiro de coligação: «Não pode haver amuos que ponham em causa a consolidação orçamental».
Ao que o SOL apurou junto de um dos elementos presentes na reunião, em que o Orçamento do Estado para 2013 esteve em cima da mesa, o primeiro-ministro e líder do PSD foi mais longe e disse claramente que tanto ele como o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, não estão disponíveis «para estar mais 15 dias a ser cozidos em lume brando». Ou seja, à espera que o CDS se decida.
Após a entrega do Orçamento do Estado para 2013 ontem na Assembleia da República, e a apresentação de Vítor Gaspar, Paulo Portas ainda não tomou qualquer posição sobre o assunto. Mas já foram várias as vozes do CDS que vieram a público questionar o OE para 2013. O porta-voz dos centristas, João Almeida, escreveu na sua página do facebook que «qualquer orçamento tem margem para ser alterado no Parlamento. Negá-lo é negar o fundamento do parlamentarismo e do sistema democrático». Uma resposta inequívoca às declarações de Vítor Gaspar , que momentos antes assegurara que não há margem para alterações ao OE.
Mais duro, o deputado Adolfo Mesquita Nunes também usou a sua página na rede social para passar a mesma mensagem. «Não esperem de mim que aceite que este Orçamento do Estado é, tal como está, inalterável. E terei oportunidade de o dizer directamente ao ministro das Finanças, escreveu.
Paulo Portas reuniu a sua Comissão Executiva ontem à noite e, hoje, o seu vice-presidente José Manuel Rodrigues já veio defender que o CDS «deve chumbar o OE e tirar todas as consequências políticas». Até mesmo a saída do sue partido do Governo.

Fonte: SOL