João Paulo I, papa durante 33 dias em 1978, poderá ser beatificado rapidamente, disse o defensor da causa, para quem os testemunhos recolhidos «afastam definitivamente» a tese de envenenamento do antecessor de João Paulo II.
A 'positio' - volumoso dossier sobre a vida e as virtudes de um futuro beato - constituído pelo postulador (defensor) de Albino Luciani, monsenhor Enrico dal Covolo, deve ser entregue ao Vaticano na quarta-feira, por ocasião do centésimo aniversário do nascimento.
Dal Covolo garantiu, numa entrevista ao sítio na Internet Tgcom24 Mediaset, que os documentos e os 167 testemunhos recolhidos afastam «qualquer suspeita» de homicídio de João Paulo I e acabam com qualquer «teoria da conspiração».
Eleito papa a 26 de Agosto de 1978, com 65 anos, Albino Luciani morreu a 28 de Setembro do mesmo ano, vítima de um enfarte do miocárdio, de acordo com o comunicado difundido na altura pelo Vaticano.
De acordo com os testemunhos apresentados, o papa já tinha problemas de saúde e não terá aguentado o trabalho imposto pelas novas funções.
«Bento XVI apoia fortemente esta causa», de acordo com Dal Covolo.
Em paralelo com o processo de beatificação de João Paulo I, o de Paulo VI, o papa que concluiu o Concílio e esteve em funções entre 1963 e 1978, avança rapidamente, de acordo com o ‘site’ Vatican Insider.
Paulo VI poderá ser beatificado, tal como João Paulo I, durante o 'Ano da Fé', que começou a 11 de Outubro e se prolonga até Novembro de 2013.

Fonte: Lusa/SOL