A Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL) pediu a demissão em bloco, em ruptura com o Governo. No entanto, a directora e os dois subdirectores asseguram as funções até ao final do ano corrente.



Os pedidos de demissão da directora-geral, Maria Eugénia Almeida Santos, e dos dois subdirectores-gerais, Paulo Manuel Múrias Bessone Mauritti e Sónia Alexandra Mendes Ramalhinho, foram ontem confirmados ao CM por fonte oficial do Governo, que garantiu que estas demissões se prendem com "razões de ordem pessoal". A mesma fonte acrescentou: "Os pedidos foram deferidos pelo secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa [Paulo Júlio] com efeitos a 31 de Dezembro de 2012."

O CM sabe, no entanto, que em causa está um "agastamento interno" entre a DGAL e o Executivo liderado por Pedro Passos Coelho, conforme assegurou fonte conhecedora do processo. A directora-geral e os subdirectores-gerais pretendiam até que a cessação de funções acontecesse de imediato, mas o Governo terá apelado à necessidade daqueles responsáveis se manterem no cargo até ao final do ano, enquanto decorrem os procedimentos concursais, já iniciados, para nomear uma nova direcção.

A DGAL é um serviço central do Estado, responsável pela concepção, execução e coordenação de medidas de apoio à administração autárquica e pela cooperação técnica e financeira entre a Administração Central e a Administração Local.

cm