Apesar do aumento da produção, Portugal foi o mercado que menos contribuiu para o avanço da electricidade produzida pela EDP Renováveis. O Brasil marcou o maior aumento em termos percentuais, graças à entrada em operação de um novo campo.


A EDP Renováveis produziu 11% mais electricidade nos primeiros nove meses do ano do que no período homólogo. A contribuir para o desempenho estiveram os mercados europeu e americano, embora com o Brasil a registar a maior subida na produção.

Entre Janeiro e Setembro de 2012, a empresa sob a direcção de João Manso Neto (na foto) produziu 13,3 terawatts por hora, 11% acima do registado um ano antes, anunciou a empresa no comunicado em que divulga os dados previsionais, emitido através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A Europa deu o principal impulso ao resultado da cotada, controlada pela EDP, com um crescimento de 14% da produção. Neste mercado, a Europa Central e de Leste deu o maior sustento, com um avanço de 37%. Contudo, também Espanha registou um aumento de 12% na electricidade produzida.

Portugal foi o principal mercado, tanto a nível europeu como global, que menos contribuiu para o avanço da EDP Renováveis na produção de electricidade nos primeiros nove meses do ano. Foram produzidos 1.046 gigawatts por hora, o que representa uma subida de 2% face ao período homólogo. Tanto em Portugal como em Espanha, a produção subiu “em resultado do forte recurso eólico nos últimos dois trimestres”.

A electricidade produzida nos Estados Unidos subiu 9%, mantendo-se como o maior mercado da EDP Renováveis. No Brasil, a expansão da produção foi de 59%, com 164 gigawatts por hora, “no seguimento da entrada em operação de 70 megawatts em Maio de 2011”, aponta o comunicado.
Factor de utilização mais forte nos EUA

O factor de utilização da Renováveis, que compara aquilo que foi produzido com o que seria possível produzir tendo em conta a capacidade instalada, fixou-se em 29%, um ponto percentual acima do registado nos primeiros nove meses de 2011. Em Portugal, o chamado “load factor” foi de 26%, abaixo dos 32% registados nos EUA (superior aos 31% do ano anterior) e dos 30% no Brasil (inferior aos 34% anteriores)

Relativamente à capacidade instalada, a eléctrica para as energias eólicas salienta que foram acrescentados 458 megawatts no último ano em todos os mercados (429 directamente à EDPR e 29 através do consórcio Eólicas de Portugal). Aqui, o maior crescimento foi registado nos Estados Unidos, com uma capacidade nova de 244 megawatts (que totaliza 3.567 megawatts). Na Europa, a expansão da capacidade instalada foi de 214 megawatts, 45 megawatts dos quais em Portugal.

A EDP Renováveis apresenta os resultados dos primeiros nove meses do ano a 6 de Novembro. Em bolsa, a cotada encerrou hoje nos 3,82 euros, ao avançar 1,19%.


Fonte: Jornal de Negócios