Isoladas numa encosta do planalto na Ribeira de Santarém, três vivendas foram assaltadas, em Agosto, durante várias noites consecutivas. Aproveitando o facto do proprietário se ter mudado para um apartamento na cidade, os amigos do alheio levaram tudo o que tinha valor: portas e janelas em alumínio, canalização, instalações eléctricas e do gás, lava--loiças e torneiras, lâmpadas e disjuntores, além do recheio.



Foi como se por lá passasse uma firma de construção civil, "mas para roubar", desabafa o dono, Agostinho São Pedro, que avalia o rasto de destruição em mais de 50 mil euros. A PSP de Santarém identificou os autores do crime e dois deles, de 18 e 20 anos, estão já constituídos arguidos pelo Ministério Público.

Os assaltos a residências são os crimes que mais preocupam a polícia. "É o único tipo de criminalidade que tem crescido no perímetro urbano", disse a comandante da PSP de Santarém, Paula Peneda, explicando que a sua diminuição passará, em boa parte, "pelo trabalho de investigação" que está a ser efectuado.

Os furtos em veículos e os roubos por esticão são outros crimes que preocupam as autoridades.

DISCURSO DIRECTO

"NÃO TEMOS ZONAS DIFÍCEIS", Superintendente, Paula Peneda, Com. PSP Santarém

Correio da Manhã - Santarém é uma cidade segura?

Paula Peneda - É uma cidade segura. Aliás, Santarém nem sequer tem uma zona ou um bairro que a polícia possa considerar problemático.

- As detenções e apreensão de carros aumentaram em relação a 2011. Porquê?

- Porque a PSP tem sido mais proactiva e tem feito um esforço para aumentar a fiscalização. À medida que esta actuação preventiva aumenta, a criminalidade geral diminui.

- Precisa de mais elementos na esquadra?

- Precisamos sempre porque queremos fazer mais e melhor. Mas temos sabido orientar os nossos elementos para serviços policiais muito especializados, de acordo com as suas apetências, e isso tem dado bons resultados.

- Pedem-lhe mais policiamento nas ruas?

- Não. As ruas são seguras, quer de dia, quer de noite.

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