A cidade de Elvas registou no primeiro semestre de 2012, em comparação com igual período do ano passado, um aumento da criminalidade violenta de 78,57 por cento. Apesar de, na globalidade, apresentar índices criminais baixos, os roubos por esticão fizeram disparar a estatística, passando de apenas cinco para 17.



"Ouvimos com mais regularidade falar de pessoas assaltadas na rua. Roubam os fios, as malas e a um senhor que conheço até lhe foram bater à porta, quando ele abriu puxaram-lhe o fio de ouro", disse ao CM Cândida Marques, residente no centro histórico de Elvas, uma das zonas onde acontecem mais episódios, quer de roubos, quer de furtos. O facto de se situar próxima da fronteira com Espanha torna a cidade mais vulnerável também ao crime de ocasião. Furtos de e em viaturas, desacatos e assaltos em estabelecimentos comerciais são as outras dores de cabeça da polícia local, que procura "um policiamento de proximidade" para combater esta criminalidade. Já nos furtos em residências, os números são mais positivos em 2012, com uma diminuição de 30 por cento em relação ao ano passado.

Discurso directo

Nuno Mocinha, Vice-presidente da Câmara de Elvas

"Vandalismo preocupa"

Correio da Manhã – Elvas é uma cidade segura?

Nuno Mocinha – Elvas é uma cidade segura. Apresenta índices criminais baixos, apesar de ter subido algum tipo de criminalidade, mas não nos podemos esquecer que na globalidade são em número reduzido os crimes que acontecem na cidade.

– A que se deve esse aumento dos crimes violentos?

– Acreditamos que possa estar relacionado com esta crise económica, que se transformou numa crise social. O facto de estarmos perto da fronteira também pode potenciar essas situações.

– Estão em coordenação com as autoridades para a melhoria destes índices de criminalidade?

– A nossa relação com as autoridades é muito estreita e sabemos que é importante e temos estado sobretudo atentos ao vandalismo no espaço público, porque destrói património e bens que são de todos os cidadãos.

cm