Passados mais de dois anos, Maria (nome fictício), de 29 anos, não consegue ultrapassar o trauma da violação que sofreu às mãos do ladrão que, no dia 12 de Março de 2010, assaltou a loja de compra de ouro onde trabalhava. Luís Moreira da Rocha, um cadastrado de 49 anos, foi apanhado, e, nas buscas da PJ, foram- -lhe apreendidos os telemóveis roubados à vítima.



Ontem, ao Tribunal de Espinho, onde está a ser julgado por roubo, violação, coacção, detenção de arma proibida e burla informática, negou todos os crimes. "Não tenho nada que falar de uma coisa que desconheço. O que está em causa é que era preciso arranjar um culpado e foram-me buscar a mim", afirmou o homem que se encontra a cumprir cadeia por roubo.

"Fui surpreendida por um homem armado com uma faca de matar porcos quando me preparava para fechar o estabelecimento", explicou a vítima.

O assaltante levou-a para o escritório, no 1º andar, onde a agrediu física e sexualmente. "Apontou-me a faca e violou--me. Rasgou-me a roupa e fez--me vários cortes no corpo. Não tentei fugir, nem gritar, porque tinha muito medo", explicou, em lágrimas, a mulher.

As punições a Luís, por crimes violentos, começaram quando tinha 20 anos. Em 2010, foi condenado, em cúmulo jurídico, a 13 anos de prisão. Já em Fevereiro deste ano, voltou a ser condenado com nove anos.

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