Docente foi despedida de escola egípcia
Professora corta cabelo a alunas por não usarem véu

Uma professora de ciências de uma escola egípcia, nos arredores da cidade de Luxor, foi despedida por cortar o cabelo a duas alunas de 12 anos que não usavam o véu islâmico. O Conselho Nacional de Mulheres já considerou que o acto viola os direitos humanos.

“Tudo começou com uma brincadeira. Disse que lhes cortava o cabelo se não usassem o véu. Na passada quarta-feira, um dos alunos lembrou-se o que tinha dito e deu-me uma tesoura que tinha no estojo. Cortei-lhes algumas madeixas”, contou Iman Abu Bakr Kilany à Reuters.

De acordo com a imprensa local, a professora cortou cerca de sete centímetros do cabelo às alunas do sexto ano. Kilany, que usa o niqab, indicou que todas as adolescentes com mais de 10 anos deveriam usar o véu. “As nossas tradições religiosas tornam-no obrigatório”, justificou-se.

O director da escola foi também sancionado “por não ter adoptado as medidas necessárias imediatamente ao sucedido”.

O Conselho Nacional de Mulheres condenou a actuação de Kilany por considerar que “viola as leis egípcias, os Direitos Humanos e, em concreto, os direitos das crianças”. “Sem exagero, acreditamos que, com a ascensão da Irmandade Muçulmana, muitos islamitas radicais se sentem mais poderosos para impor as suas estritas visões sobre a sociedade egípcia”, assegurou o activista Gamal Eid.

C. da Manha