A taxa de desemprego caiu para os 5%, o défice recuou e as agências de ‘rating’ dizem que a economia é próspera e estável.

A Islândia continua a dar sinais de recuperação e o desemprego caiu para os 5% em Setembro, menos sete pontos do que o máximo de 12% registado em Maio de 2008 em plena crise financeira. A S&P diz mesmo que a economia islandesa é próspera e estável.

O país foi dos primeiros países do mundo a ser atingido pela crise financeira, em 2008. Os três maiores bancos faliram e tiveram de ser nacionalizados. A coroa islandesa desvalorizou 85% face ao euro e no final desse ano, o país entrou em falência.

O governo caiu e o primeiro-ministro de então começou a ser julgado por negligência na gestão da crise. Os contribuintes recusaram pagar a factura dos bancos. Resultado? Menos de quatro anos depois, a Islândia volta a ser notícia por motivos diferentes. A crise parece já um pesadelo passado.

O PIB não só está a crescer, como também a S&P espera que mantenha um ritmo de 2 ou 3% até 2015. Já o défice recuou dos 10 para os 5,4% desde o início da crise.

Mas estes não são os únicos números que impressionam. O desemprego, que fustiga as maiores economias mundiais, recuou do máximo histórico de 12%, em Maio de 2010, para os 5% em Setembro passado. Numa população de quase 181 mil, são cerca de nove mil os islandeses sem trabalho. As mulheres são as mais afectadas.

A Islândia, que se candidatou à entrada na união europeia, é descrita pela agência de ‘rating' S&P como uma economia próspera e flexível, capaz de ultrapassar as maiores dificuldades e proporcionar um ambiente mais favorável à criação de emprego e ao crescimento económico.

Actualmente, o pequeno país tem o mesmo ‘rating' de Espanha: triplo b negativo, mas o outlook, curiosamente, é mais favorável. Enquanto que a economia vizinha tem uma perspectiva negativa, a Islândia está estável.







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