Praça Tahrir, no Cairo

A correspondente no Egito da cadeia de televisão France 24 Sonia Dridi foi agredida sexualmente na sexta-feira, na praça Tahrir, no Cairo, em mais uma episódio de violência contra jornalistas femininas na capital egípcia.
A jornalista contou que foi cercada por um grupo de homens jovens que começaram a tocar-lhe quando ela estava em direto da praça Tahrir.
"Fui completamente agarrada. percebi mais tarde, que tinha a camisa aberta, não rasgada. Evitei o pior graças a um cinto forte que trazia", contou Sonia Dridi, que contou, ainda, com na ajuda de um amigo, para pôr fim à agressão, que durou vários minutos.
Soni diz que vai apresentar queixa da agressão, apesar de, em casos semelhantes já ocorridos, não ter sido encontrado ou responsabilizado qualquer agressor.
"A direção da France 24 condena firmemente as agressões que se repetem contra todos os jornalistas, que devem poder exercer o seu trabalho em qualquer parte do Mundo", disse aquela cadeia de televisão francesa, em comunicado.
Nas ruas do Cairo, o assédio às mulheres, os comentários e os gestos obscenos são um fenómeno corrente.
Mas, segundo testemunhos citados pela Agência France Press, têm ocorrido verdadeiras agressões sexuais, incluindo violações, na Praça Tahrir, sem qualquer intervenção das autoridades.
O caso mais mediático, até agora, foi o da jornalista norte-americana Lara Logan, foi molestada sexualmente na praça Tahrir a 11 de fevereiro de 2011, no dia da queda de Hosni Moubarak.
Em novembro de 2011, uma jornalista da cadeia France 3 foi igualmente agredida sexualmente quando cobria uma manifestação na praça Tahrir. Pouco antes, uma jornalista egipto-americana tinha sido vítima de violência sexual por parte de polícias.

Fonte: Jornal de Notícias