O ‘Riquinho’ era um terror. Assaltou-me a loja e aterrorizava as pessoas de Tavira com ameaças e agressões", queixou-se ao CM uma proprietária de um estabelecimento na baixa de Tavira, que decidiu manter o anonimato com medo de represálias, apesar de o homem de 40 anos, com problemas psicológicos, ter sido detido no final do Verão.



A detenção deste indivíduo problemático ajudou a baixar a taxa de crime da cidade, que registou os maiores aumentos nos roubos por esticão e furto por carteirista (ver quadro ao lado). Um problema que, segundo o sub-comissário Nuno Gonçalves, da esquadra de Tavira, também sofreu um grande revés.

"Desde meados de Agosto que não há um crime grave na cidade e isso deve-se também à detenção de um grupo de quatro indivíduos, na casa dos 20 anos, que foram apanhados, e três deles ficaram em prisão preventiva", assumiu ao CM o responsável da PSP. Os roubos eram praticados, na maioria das vezes, a pessoas que saíam das discotecas e a turistas. "A nossa maior preocupação agora é quando as discotecas fecham, porque o álcool dá origem a danos na via pública e agressões", admite.

cm