O pedido de socorro chegou ao quartel dos Bombeiros da Aguda, em Gaia, às 09h30 de ontem. E de imediato o chefe Fernando Reis, 49 anos, e o colega Diogo Matos, 22, dirigiram-se para Arcozelo para socorrer Amélia Vieira, que tinha dores no abdómen. Mas já a caminho do hospital de Gaia, na A29, a ambulância despistou-se e embateu nos separadores. Fernando morreu pouco depois do acidente.



Já o jovem bombeiro Diogo, que sofreu ferimentos graves, está internado no Hospital de S. João, no Porto. Tem várias lesões nas pernas, bacia e nos órgãos genitais. A doente que estava a ser transportada na ambulância sofreu ferimentos ligeiros.

"Foi uma bomba que caiu no nosso quartel. Muitos ainda nem conseguiram assimilar esta tragédia", disse ontem ao CM, emocionado, Olímpio Pereira, comandante da corporação dos Bombeiros de Aguda. "Era uma pessoa muito querida. O chefe Fernando Reis não merecia morrer desta maneira", disse.

O acidente ocorreu por volta das 10h10. Fernando Reis, casado e com uma filha de 21 anos, conduzia a ambulância enquanto Diogo Matos estava na parte de trás do veículo a prestar assistência à doente. Por motivos ainda desconhecidos, e sob investigação, Fernando perdeu o controlo da viatura e embateu violentamente no rail lateral, tendo depois capotado e parado junto ao separador central. A violência do choque fez com o condutor fosse projectado. Acabou depois por falecer no hospital de Gaia.

Vários elementos da corporação tiveram de receber ontem apoio psicológico todo o dia, tal como a família da vítima mortal. A jovem filha de Fernando Reis ficou em estado de choque. Bombeiros de todo o País uniram-se também à dor da corporação da Aguda, enviando mensagens de pesar aos colegas.

cm