Os pneus ‘carecas’ do autotanque dos Bombeiros de Estarreja, envolvido num despiste quando se dirigia para um incêndio no passado sábado, estão a gerar uma grande polémica nas redes sociais da net. O comandante dos bombeiros de Estarreja, Ernesto Rebelo, diz que o autotanque tem inspecção em dia e que não foi o estado dos pneus a causa do acidente.



"Estamos a falar de dois pneus, interiores, em 10 rodas do camião, que não causaram qualquer problema de segurança", afirmou ao CM o comandante. Segundo o responsável, numa primeira análise às causas do acidente, terá sido a inclinação da rotunda da N109 que levou o pesado a inclinar. "Não há qualquer travagem, ou derrapagem, por isso essa questão dos pneus não se coloca", afiança Ernesto Rebelo.

Nas várias páginas dedicadas a bombeiros das redes sociais, as críticas são dirigidas aos cortes do governo às corporações, mas também aos responsáveis dos bombeiros e até ao motorista – um dos dois feridos quando seguiam para um incêndio (ver caixa).

"O carro foi vistoriado em Junho, fez milhares de quilómetros nos fogos florestais, foram trocados vários pneus, mas destes ninguém se apercebeu", diz o comandante. Ernesto Rebelo nega que por escassez de verbas tenha deixado por trocar dois pneus. "É uma polémica sem sentido".

LEVAVAM ÁGUA PARA COMBATER FOGO EM FÁBRICA

O incêndio na fábrica Guimavil em Avanca, Estarreja, estava descontrolado no sábado à tarde. Gracinda Pinho, 30 anos, e o Chefe António Afonso, de 44, que conduzia o autotanque, sabiam que a rapidez era importante para extinguir as chamas. Apesar da grande experiência ao volante daquela viatura o chefe Afonso despistou-se na rotunda da N109 e o pesado capotou. Os dois bombeiros ficaram encarcerados e tiveram de ser retirados pelo pára-brisas da frente. Foram socorridos pelos colegas e levados para o Hospital de Aveiro.

cm