A família do advogado Cláudio Mendes, morto a tiro pelo ex-sogro em Fevereiro do ano passado em Mamarrosa, Oliveira do Bairro, foi "surpreendida" por um requerimento interposto pela filha da homicida que pode atrasar o processo de regulação das responsabilidades parentais – no qual se visa definir as visitas dos avós paternos à neta.



A questão foi ontem referida por José Ricardo Gonçalves, advogado da família da vítima, no julgamento do homicida no Tribunal de Anadia, ao solicitar a junção da notificação recebida ao processo-crime.

A juíza Ana Joaquina, mãe da menina de quatro anos, solicitou que o Tribunal de Aveiro, onde corre a regulação das responsabilidades parentais, fosse declarado incompetente para o processo com o argumento de que a filha, de Março a Junho de 2011, dormiu e fez as refeições na Mamarrosa, pelo que o tribunal deveria ser o de Oliveira do Bairro. Não é a primeira vez que a juíza suscita incidentes do género. Até a situação estar definida, os avós paternos continuam sem visitar a criança.

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