O medo é constante no centro da cidade da Maia. Os moradores já não saem de casa sem se certificarem de que as portas estão bem trancadas e que nenhuma janela ficou por fechar.



No primeiro semestre deste ano ocorreu na cidade uma vaga de assaltos a moradias, tendo-se registado pelo menos 16 ocorrências, o que representa uma subida de 23% comparando com igual período do ano passado.

"Vivo há 12 anos na Maia e as coisas têm piorado muito em termos de criminalidade. Já nem nas nossas casas estamos seguros. Felizmente, nunca fui assaltado, mas tenho muitos amigos que chegaram aos apartamentos onde vivem e tinham roubado tudo", contou ao CM João Irineu, de 50 anos.

Os cafés também não têm escapado ao ataque dos ladrões. Os estabelecimentos situados no centro já foram quase todos assaltados e muitos comerciantes estão desesperados, sem saber de que forma podem travar os roubos. "A polícia passa muitas vezes nas ruas principalmente durante a noite, mas os ladrões arranjam sempre forma de roubar. Nem com grades e alarmes evitamos os furtos", disse o dono de um café.

"VISIBILIDADE AUMENTA SEGURANÇA"

Daniel Magalhães, Adj. da Divisão Policial da Maia

Correio da Manhã - Considera a Maia uma cidade segura?

- Acho que a Maia no geral é uma cidade segura e os números da criminalidade comprovam isso. Os dados mostram o aumento de certo tipo de crimes, mas penso que não é uma situação preocupante. No geral, houve uma diminuição de ocorrências.

- Que motivos aponta para esse decréscimo?

- Acho que o aumento da proactividade da polícia é um dos factores mais importantes. Aumentámos a nossa visibilidade e com isso as pessoas sentem-se mais seguras e os criminosos ficam com mais receio de actuar.

- Há alguma zona da cidade em que haja mais reforço policial?

- Fazemos uma monitorização diária da criminalidade na cidade da Maia e com isso conseguimos perceber onde e quando acontecem mais crimes. Assim orientamos as patrulhas para essas zonas da cidade.

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