Durante cinco dias, Albertina, de 79 anos, lutou pela vida no hospital, mas, anteontem, acabou por não resistir às complicações de saúde resultantes do incêndio que lhe destruíra a casa, na rua França Júnior, em Matosinhos , na passada quinta-feira.



Também o marido, Alípio Santos, sofreu queimaduras no corpo – não necessitou de auxílio hospitalar – e apenas a ajuda de dois estudantes e um carteiro permitiu que ambos saíssem da residência consumida pelo incêndio.

As cerimónias fúnebres de Albertina têm lugar hoje, no Salão Nobre da Santa Casa da Misericórdia de Matosinhos, onde o corpo estará em câmara ardente. A idosa será sepultada no cemitério de Sendim, na mesma cidade. "Ela já tinha alguns problemas de saúde, que pioraram com o fogo. Infelizmente, não resistiu", disse ao Correio da Manhã um amigo da família, bastante comovido.

Logo após o incêndio brutal que destruiu a casa e ainda uma padaria no rés-do-chão do prédio, a vítima encontrava-se livre de perigo. Porém, o estado de Albertina piorou. Os seus salvadores – Ana, de 17 anos, Ricardo, de 16, e Pedro, de 24 – receberam a notícia ontem de manhã, quando estavam em directo num programa de televisão. O orgulho que mostravam ao falar do acto heróico, que então salvou o casal de idosos, transformou-se em tristeza. Ana não conseguiu conter as lágrimas e Ricardo ficou muito abalado, mas todos afirmam que "apesar da dor, valeu a pena".

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