Para ajudar os colegas que vão ser despedidos e manter viva a memória daquele que é um dos mais importantes jornais portugueses, os jornalistas do Público estão a recolher objectos que fazem parte da sua história: o objectivo é organizar uma venda e fazer uma exposição sobre o que mais marcou a vida do diário da Sonae.
O momento difícil que se vive no Público serve de mote para que um grupo de actuais jornalistas do diário lance um apelo que circula por e-mail entre actuais e antigos colaboradores do jornal.
«O intuito desta exposição é alertar para a importância de preservar a memória do jornal, numa altura em que o Público está em vias de perder a identidade que esteve na base da sua fundação e de perder pessoas que ajudaram a construir um jornal de referência», lê-se na mensagem a que o SOL teve acesso e que pede aos jornalistas do diário que doem «objectos, que podem ir de livros/CDs que foram recebendo, a cartas, fotografias, documentos importantes ou objectos emblemáticos recolhidos em reportagens ou viagens».
Os objectos doados devem ser acompanhados de «um pequeno texto (até 1000 caracteres, no máximo) a contar a história que está por detrás, nos casos em que isso seja oportuno».
Para os promotores da ideia, a exposição que querem organizar será uma forma de «aproximar os leitores e a sociedade em geral do nosso trabalho e expor aquilo que o Público representou e representa em momentos marcantes da História».
Mas esta é também uma acção de solidariedade para com todos aqueles que estão em vias de deixar o jornal: «Ao mesmo tempo, o objectivo desta iniciativa é angariar fundos para apoiar o grupo de colegas que poderá ser abrangido pelo processo de despedimento em curso, através da venda desse material».
A exposição, que será também uma venda de memorabilia relacionada com o Público vai realizar-se no próximo dia 1 de Novembro, quinta-feira, na Casa da Imprensa, a partir das 10h00.

Fonte: SOL