Renato Seabra anunciou que ia matar todo o pessoal do Hospital Bellevue, em Nova Iorque. Arrastou-se nu pelos corredores. Disse que ouvia vozes. Estes foram comportamentos descritos pela defesa no julgamento do jovem, com base nos registos médicos. Mas ontem a acusação sugeriu que Renato fingiu ser louco após ter morto e mutilado os genitais do cronista Carlos Castro com um saca-rolhas, a 7 de Janeiro de 2011.



Para a procuradora Maxine Rosenthal, que prosseguiu o interrogatório a Jeffrey Singer, psicólogo contratado pela defesa, as psicoses do manequim só surgiam depois de Renato receber a visita do advogado e da família – e que, de acordo com os registos do hospital, o jovem passou o tempo a vestir-se de super-herói, a dizer que era Jesus e que ouvia vozes, e a jogar xadrez e pingue-pongue com outros pacientes.

A procuradora questionou o psicólogo sobre se alguém podia comportar-se assim para se "fingir de louco". O especialista respondeu que tal "depende da pessoa", mas que o comportamento é consistente com desordem bipolar, doença que atribui ao manequim.

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