Desde 2012 que os assaltos a residências e estabelecimentos em Oliveira de Azeméis tem vindo a aumentar, e com isso a insegurança dos moradores e comerciantes. "Vivemos em sobressalto", confessa o morador Luís Costa.



No final de Abril, Maria, de 83 anos, estava acamada quando dois ladrões entraram em casa para a assaltar. Os vizinhos estavam atentos e conseguiram evitar o roubo. O último assalto conhecido foi à casa de um ourives. Foram roubados milhares de euros em peças de ouro.

Os ladrões procuram, sobretudo, dinheiro e ouro que facilmente vendem em casas da especialidade. De 1 de Janeiro a 30 de Setembro o número de assaltos em residências já igualou o total do ano passado.

No centro da cidade, as ruas Bento Carqueja e António Alegria são as mais problemáticas. São ruas comerciais, onde quase não vive ninguém, o que facilita a vida aos ladrões. Na rua Bento Carqueja, a drogaria Santiago sofreu 25 assaltos nos últimos anos. Alice Ferreira, que assumiu o negócio do pai, passa as noites em sobressalto, à espera de uma má notícia. "É um sufoco viver assim", diz a gerente.

DISCURSO DIRECTO

"VIGILÂNCIA FOI INTENSIFICADA", Major Manuel Afonso, Comando da GNR Aveiro

Correio da Manhã – O que fazer para travar estes furtos?

Manuel Afonso – Da parte da GNR tem sido dada particular atenção a este tipo de crimes, por isso a vigilância aos locais mais críticos foi intensificada.

– E da parte dos moradores?

– É fundamental que as pessoas adoptem posturas defensivas, colocando alarmes e outros sistemas de vigilância.

– O que procuram os ladrões?

– Actualmente, interessam--se, essencialmente, por objectos em ouro, por isso esses objectos devem estar bem escondidos.

– Que fazer nas férias?

– Avisar as autoridades e os vizinhos. Ter alguém que faça a recolha do correio e deixar as portas bem fechadas.

– As pessoas facilitam?

– Cada vez mais as pessoas estão atentas, mas ainda há quem deixe portas e janelas abertas. Em muitos assaltos não há sinais de arrombamento, o que prova que havia uma entrada aberta.

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