O aumento das taxas médias efetivas de IRS em 2013 vai ser maior do que dizem as Finanças.
No seu relatório da quinta avaliação ao programa de ajustamento de Portugal, o Fundo Monetário Internacional (FMI) diz que as alterações à estrutura do IRS vão levar a uma subida da taxa efetiva de imposto para 12,5%. O agravamento, diz o Fundo, será por esta via de 2,9 pontos percentuais.
O Ministro das Finanças, nas apresentações que já fez durante este mês, disse que a taxa média irá subir para 11,8% e que o agravamento por via dos escalões será de 2 pontos percentuais.
Assim, e considerando a parcela adicional referente à sobretaxa de 4% (1,4 pontos percentuais a mais na taxa média, segundo as Finanças), a taxa efetiva global do IRS será de 13,9% pelas contas do FMI. O Governo diz 13,2%.
A taxa média de partida (a que hoje existe) assumida pelo FMI parece ser inferior: cerca de 9,6%. Gaspar disse que era 9,8%.
Estas alterações "deverão continuar a manter a taxa média efetiva do IRS de Portugal mais baixa face às da maioria dos outros países da zona euro", refere o Fundo.










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