O regresso gradual aos mercados em 2013 "ainda é viável", mas o Fundo Monetário Internacional (FMI) avisa que o pico no rácio da dívida pública - o indicador que, a par do crescimento, está a ser seguido a par e passo pelos mercados - vai estender-se até 2014. O Estado tem de vender mais empresas ou ativos.
Ou seja, até agora dizia-se (dizia o Governo, FMI e CE) o rácio da dívida atingiria um pico de quase 124% do PIB no próximo ano e que depois começaria a aliviar de forma visível. Afinal já não é assim.
O fardo da dívida será de 123,7% do PIB este ano e pouco alivia em 2014, ano em que será de 123,6%. E mesmo em 2015, continuará acima dos 120% (121,2%).
O FMI justifica-se dizendo que "esta deterioração reflete um ritmo de ajustamento orçamental mais lento que o esperado, uma recessão mais prolongada que agora se estende a 2013 e receitas mais conservadoras com as privatizações".
Aliás, a desilusão com o dinheiro das privatizações existe. O FMI pretende que "o programa de privatizações seja alargado e inclua mais empresas e ativos para venda e concessão em 2013" para atingir o envelope de cinco mil milhões de euros que figura no memorando de entendimento.










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