licenciatura do ministro Miguel Relvas, obtida no ano lectivo 2006/2007, na Universidade Lusófona, não foi a que menos tempo demorou a ser concluída. Segundo o relatório da Inspecção-Geral do Ensino e Ciência (IGEC) à instituição, onze estudantes obtiveram as respectivas licenciaturas em menos de seis meses, três dos quais em 20 dias.



Analisando a data de matrícula e a de conclusão do curso, a inspecção detectou um estudante que concluiu a licenciatura em Engenharia do Ambiente num dia. Em menos de um ano foram encontrados 36 alunos.

Entre os anos lectivos 2006/2007 e 2011/2012, período sobre o qual incidiu a inspecção à Universidade Lusófona, foi identificado um total de 385 alunos que conseguiram a atribuição de créditos. Destes, 150 concluíram o curso.

Sem referir nomes, lê-se no documento casos que levantaram dúvidas. Uma dessas situações é a de uma aluna, de 2009, que obteve créditos com base em duas cópias de certificados de formação profissional. Segundo a IGEC, os mesmos não eram coincidentes no nome da aluna, na filiação e na data de conclusão da formação profissional. Um outro aluno, de 2008, obteve um certificado no qual a data de conclusão do curso é anterior à da última nota lançada no seu histórico.

O relatório deu origem a uma "advertência formal" do Ministério da Educação à Universidade Lusófona, a quem foi concedido um prazo de 60 dias para "rever todos os processos de creditação de competências".

A universidade já garantiu que irá proceder ao levantamento. Os estudantes que concluíram os seus cursos nessas condições – Miguel Relvas incluído – poderão ver as respectivas licenciaturas anuladas, caso se encontrem ilegalidades.

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