Renato Seabra elaborou os "detalhes de um crime horrendo para o fazer parecer cada vez mais louco a todas as pessoas com quem fala". A interpretação é do psicólogo William Barr, que testemunhou no julgamento de Seabra, acusado da morte e mutilação de Carlos Castro, num hotel de Nova Iorque, a 7 de Janeiro de 2011.



A teoria do psicólogo é de que o manequim agiu motivado por "raiva", não sofrendo, à altura do crime, de qualquer desequilíbrio psíquico que o possa ter levado a matar o cronista social e a mutilar-lhe os genitais com um saca-rolhas.

A defesa alega, no entanto, que Seabra "estava em pensamento delirante, num episódio maníaco" quando cometeu o crime. William Barr rejeita a hipótese de que Seabra estava a seguir "as instruções de uma voz" que o levaram a cometer o macabro crime. "Depois de cometer o crime foge, com 1700 dólares, passaporte, vai para [o terminal de transportes de] Penn Station? Penso que provavelmente está a fugir".

O psicólogo disse ainda na audiência que um ano após Seabra ter cometido um "acto raivoso violento", não apresentava qualquer psicose ou outro transtorno.

O tom na última sessão de julgamento aumentou de tal maneira entre o psicólogo, o advogado de defesa David Sininse e a procuradora Maxine Rosenthal que o juiz se viu obrigado a intervir diversas vezes para serenar os ânimos.

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