A atravessarem graves dificuldades económicas, Paulo Raimundo e Mariana Loureiro, residentes no Porto, decidiram entrar no mundo do crime violento. No princípio deste ano, e com a ajuda de amigos, fizeram vários assaltos a casas de massagens – em alguns casos, chegaram a fazer-se passar por polícias e a sequestrar funcionários. Foram apanhados pela PJ e estão agora acusados pelo Ministério Público.



Paulo esponde por seis crimes de roubo agravado, dois de sequestro e um de detenção ilegal de arma. A namorada, Mariana, era a principal cúmplice: antes do primeiro assalto, pediu emprego num centro de massagens, para perceber onde estava o dinheiro. Depois, Paulo marcou uma sessão e juntos amarraram funcionárias para roubar cofres, telemóveis, carteiras, computadores e outros objectos de valor.

Mais tarde, pediram ajuda a Tiago Pimentel e a um casal, Jaime Vonzo e Helena Ferreira. A partir daí, os cinco arguidos, que começam a ser julgados em Novembro no Tribunal de S. João Novo, no Porto, ficaram ainda mais violentos: entravam directamente nos estabelecimentos, de armas em punho.

Num dos casos, assaltaram um quiosque com uma shotgun. A funcionária, que estava com o filho de nove anos dentro da loja, ainda atendeu Mariana e Helena. As duas entraram antes dos cúmplices, pediram pastilhas elásticas e analisaram o alvo.

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