A casa que Amália Rodrigues mandou construir em 1962, no Brejão, concelho de Odemira, foi transformada em alojamento turístico, num projecto da Fundação Amália que pretende rentabilizar um espaço que está encerrado desde a morte da fadista.



Em época baixa, o arrendamento de toda a habitação por uma noite custa 375 euros, mas o preço sobe para 450 euros em época alta. Valores que não são acessíveis a todas as bolsas, mas que o presidente da Fundação Amália, João Aguiar, diz "atenderem apenas à estrutura da casa e aos bens" que estão ao dispor dos futuros hóspedes. "Se tivéssemos tido em conta a proprietária Amália Rodrigues, seria difícil arranjar um valor, e esse sim, talvez incomportável".

Com capacidade para seis pessoas, a habitação, projectada pelo arquitecto José Conceição e Silva, sofreu pequenas obras de restauro, mas mantém o traçado original, assim como muitos dos objectos de decoração e quadros pintados pela artista. "Abrir esta casa ao turismo permite dinamizar toda a zona e dar-lhe sustentabilidade financeira, contribuindo com rendimentos para a sua preservação", explicou o presidente da Fundação Amália, no decorrer da cerimónia que se realizou ontem e marcou o arranque do projecto.

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