A empresa do grupo Nabeiro para a área da produção vitivinícola, Adega Mayor, vai apostar fortemente no Brasil e em Angola para aumentar as exportações nos próximos anos, disse hoje a administradora Rita Nabeiro.

“No Brasil vamos montar em São Paulo uma estrutura direta de distribuição de vinhos até 2013 e em Angola [no principal mercado atual de exportação] iremos acompanhar a expansão da Angonabeiro, promotora dos cafés Ginga e Delta, e crescer mais no negócio do vinho”, explicou à agência Lusa a gestora.

No entanto, a mais jovem e inovadora empresa do grupo Nabeiro não vai descurar uma maior penetração no mercado português, apesar de se observar uma retração do consumo interno de vinho este ano motivada pela crise.

“No mercado nacional temos ainda um grande desafio pela frente e espaço para crescer, conquistando quota de mercado à concorrência”, disse à Lusa Rita Nabeiro, realçando que a principal aposta passa pelas exportações, nomeadamente no caso do Brasil e Angola.

Em São Paulo, a estrutura local da Adega Mayor irá apoiar a distribuição no retalho (supermercados e hipermercados) e no canal Horeca (restauração e cafés).

Em Angola, para onde a Adega Mayor já exporta e o grupo Nabeiro está fisicamente presente há uma década, com uma centena de colaboradores, a estratégia passa por reforçar a presença no retalho devido ao “elevado potencial de negócio”.

A Adega Mayor alcançou um volume de negócios de 2 milhões de euros em 2011, dos quais 20% oriundos das vendas fora de Portugal, esperando que este valor aumente para 50% em 2015.

Além do Brasil e de Angola, os Estados Unidos também fazem parte da estratégia de internacionalização dos diversos vinhos da marca.

“Este ano entrámos no mercado norte-americano, em Nova Iorque. Trata-se de um mercado de referência onde iremos estar com grande parte do nosso portefólio”, nomeadamente as marcas de entrada de gama (Caiado) e intermédia (Monte Mayor), esclareceu.

Os Estados Unidos são igualmente “importantes” para a Adega Mayor, pois atribuem pontuações aos vinhos de todo o mundo e este é “um fator fundamental” para o reconhecimento das melhores marcas de vinhos.

A empresa na Europa exporta para a Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Alemanha e Suíça, mas está igualmente no mercado asiático.

A Adega Mayor já iniciou as exportações de vinho para Macau e Hong Kong, pois considera que a China "é muito interessante”, apesar de "a distância e dos custos dificultarem o negócio", realçou a gestora.

Rita Nabeiro disse ainda que a Europa "é um mercado dinâmico, mas [também] interessantíssimo. Daí que a Grã-Bretanha seja outra das apostas de referência que está a ser trabalhada”, concluiu.

Lusa / SOL