O BIC vai absorver pelo menos 900 dos ex-trabalhadores do BPN, enquanto os restantes 300, que não forem seleccionados para ficar no banco, sairão até final do ano, disse à Lusa fonte oficial da instituição.

O BIC comprou em Março o BPN por 40 milhões de euros. De acordo com o contrato assinado com o Estado, o banco de capitais luso-angolano comprometeu-se a ficar no mínimo com 750 trabalhadores dos cerca de 1.200 que herdou do BPN.

Até ao momento, foram seleccionados cerca de 900 trabalhadores, num processo que deverá ser concluído em breve. Os que não forem seleccionados sairão até final do ano «por extinção do posto de trabalho», segundo fonte do banco liderado por Mira Amaral.

Além de 750 trabalhadores, o BIC comprometeu-se com o Estado a ficar com pelo menos 160 dos 220 balcões e centros de empresa do ex-BPN.

Os trabalhadores a sair serão os das agências que o BIC decidir encerrar. «Estamos em processo de avaliação» da rede, disse fonte oficial do BIC.

As compensações com os trabalhadores despedidos serão asseguradas pelo Estado, como ficou acordado com o BIC, o que vai agravar os encargos do Estado com a nacionalização do BPN, feita em 2008.

De acordo com a proposta do relatório da comissão de inquérito ao BPN, este ano o Estado tem orçamentado 265 milhões de euros para responsabilidades contingentes previstas, em que se inserem as indemnizações com pessoal que possa ser dispensado.

Além dos trabalhadores do BPN no BIC, o Estado terá ainda o encargos com a maior parte dos cerca dos ex-funcionários do BPN que estão na Parvalorem, a sociedade veículo que absorveu grande parte das imparidades do BPN, após a nacionalização em Novembro de 2008.

Lusa/SOL