Andavam bem vestidos e mostravam ser entendidos em arte. São do Porto mas fizeram vítimas por todo o País, mostrando interesse em peças de milhares de euros. Na hora de pagar, Francisco Cunha e Eduardo Santos entregavam cheques extraviados ou sem provisão. Os dois burlões começam a ser julgados em Novembro, no Tribunal de S. João Novo, no Porto.



Francisco começou a actuar em 2010. A primeira vítima foi Joana Rêgo: o burlão entrou no ateliê da artista, em Leça da Palmeira, e disse ser decorador. Depois mostrou interesse em três quadros, que valiam cerca de 4500 euros – mas o cheque que entregou acabou por ser devolvido, por falta de dinheiro.

Seguiram-se novos crimes, com o mesmo método. Nas lojas onde entravam, os burlões faziam-se passar por "marchand d’art" ou "doutor", enganando as vítimas. Para justificar os nomes impressos nos cheques que extraviavam, os burlões diziam ser dos sócios – mas as empresas nunca sequer existiram.

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