A Junta de Freguesia de Arrifana, em Santa Maria da Feira, enfrenta um processo de execução por causa de uma dívida de perto de 83 mil euros a uma empresa de limpezas urbanas e tratamentos de resíduos. O processo movido pela Higilusa corre no Tribunal de Santa Maria da Feira e deu entrada a 9 de Fevereiro deste ano. Outra dívida a uma empresa de terraplanagens estará hoje em debate na assembleia de Freguesia, com o executivo a propor a dação de um terreno para cobrir mais de 62 mil euros em falta.



No que se refere ao caso da Higilusa, a Junta de Freguesia foi já ameaçada pelas Finanças e pela Segurança Social com penhora de créditos, caso não liquide a dívida à empresa – resultante de trabalhos de recolha de lixos industriais.

Na situação da firma de terraplanagens Materroma, a dívida está ligada, precisamente, a terraplanagens efectuadas pela empresa em diversas obras promovidas pela Junta na freguesia.

"O problema com a Higilusa está a ser resolvido, e o outro com a empresa Materroma vai ser pago com um terreno", disse ao Correio da Manhã, Dário Matos, presidente da Junta de Arrifana.

A edilidade tem actualmente um passivo de 300 mil euros, cerca de 75 por cento do seu orçamento anual, que ronda os 400 mil euros. Os custos com os funcionários ascendem quase a 230 mil euros anuais. O restante orçamento é absorvido com despesas correntes.

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