Reconhecido internacionalmente como chef de cozinha, Michel da Costa, de 67 anos, pai do chef Olivier, foi ontem detido pela Polícia Judiciária, em Cascais, na sequência de um mandado de captura das autoridades francesas, emitido através do gabinete Schegen, com vista à sua extradição para aquele país.



Em causa estão vários crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais, alegadamente cometidos pelo cozinheiro, em França, entre 2005 e 2007, juntamente com um sócio francês – Haig Jean.

Há muito que a polícia andava no encalço dos dois empresários – suspeitos de pertencerem a uma organização criminosa. Juntos, terão lesado o estado francês em milhões de euros, com diversas fugas ao fisco e dissimulação de dinheiro conseguido ilegalmente.

Tanto Michel como Haig Jean passaram a noite nos calabouços da PJ e vão ser hoje presentes a um juiz do Tribunal da Relação de Lisboa, que decidirá se ficam em prisão preventiva ou se saem em liberdade.

O processo deu entrada na Relação pelas 18h00 de ontem e teve de ser traduzido para português. Só hoje será distribuído a um desembargador.

Contactado pelo CM, o chef Olivier mostrou-se surpreendido com a detenção do pai: “Estou triste. Soubemos pela comunicação social. Ele não me conta nada dos negócios dele.”

ALUNOS FAZEM QUEIXA POR BURLA EM CURSO

Em Março deste ano, um grupo de alunos do curso de Cozinha de Michel da Costa apresentou no Ministério Público uma queixa-crime contra o cozinheiro. Alegaram que se sentiram enganados, uma vez que pagaram mais de oito mil euros por um curso sem condições.

Mais: acusaram a Arte e Cozinha Lda, que gere a escola, de passar facturas ilegais com IVA a zero por cento.

Também o coordenador do curso, Luís Alves, se sentiu enganado, tendo avançado com um pedido de insolvência da empresa do chef.

Deixou a escola de Michel, por este lhe dever 17 mil euros e por ser muitas vezes ele a pagar as contas de água, luz e gás da escola, para evitar que fossem cortados.

cm