Paula Pinho foi julgada no Tribunal de S. João da Madeira por burla qualificada e falsificação de documentos.



Ao longo do julgamento, a mulher de 33 anos nunca assumiu os crimes e ainda tentou provar a sua inocência, entregando à juíza documentos falsos.

Por causa disso vai responder num outro processo crime. Ontem foi sentenciada com quatro anos e oito meses de pena suspensa e obrigada a pagar mais de 40 mil euros às vítimas.

Em Outubro de 2007, Paula assinou um contrato com José António e Maria Anunciação para comprar o trespasse do restaurante do casal, no centro de São João da Madeira. Pagou de imediato 15 mil euros e pediu-lhes toda a documentação da empresa para a poder analisar.

Na posse das cópias dos documentos do casal, ainda legalmente proprietário do estabelecimento, contactou a empresa Café Nandi e celebrou um contrato de fidelização no valor de 25 mil euros, para o fornecimento de café.

A Nandi pediu uma garantia bancária e Paula, que se apresentava como colaboradora da empresa proprietária do café, recorreu à financeira Norgarante.

Falsificou as assinaturas do casal e recebeu o cheque, que endossou para a conta do seu pai, mais uma vez com uma assinatura falsa.

A burlona, que já foi conde-nada em vários outros processos semelhantes, tem agora quatro anos para pagar 43 500 euros às vítimas. “Caso contrário, vai para a cadeia”, avisou a juíza.

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