O psiquiatra João Vasconcelos Vilas Boas, de 50 anos, vai ter de pagar 100 mil euros à paciente com quem teve relações sexuais não consentidas, quando ela estava grávida de oito meses, no seu consultório, na Foz (Porto), em Novembro de 2009.



O médico apresentou reclamação a contestar a decisão do Supremo Tribunal, mas o Tribunal Constitucional rejeitou-a.

O psiquiatra – condenado em 1ª Instância a cinco anos de prisão de pena suspensa por violação, mas cuja decisão foi anulada pela Relação por considerar que obrigar uma mulher a fazer sexo oral não é um acto violento – continua ao serviço do Instituto da Droga e Toxicodependência, no Porto, mas há cerca de três semanas que tem faltado, por se encontrar com atestado médico.

O CM tentou ontem obter uma reacção do médico e da Ordem dos Médicos – que abriu um processo disciplinar ao psiquiatra – mas tal não foi possível. “Fez-se um pouco de justiça, mas mais do que o dinheiro importava que fosse alvo de uma sanção profissional”, disse ao CM um familiar da vítima.

cm