O suspeito recebeu indevidamente da Segurança Social cerca de 80 mil euros O suspeito recebeu indevidamente da Segurança Social cerca de 80 mil euros (Foto: Fábio Teixeira)

Um homem de 41 anos, actualmente desempregado, recebeu durante mais de 12 anos duas pensões da mãe, apesar de a familiar já ter morrido.


Segundo a PJ, o suspeito, indiciado por burla qualificada, recebeu indevidamente cerca de 80 mil euros. Esta é a segunda vez no prazo de um ano que a Unidade Nacional de Combate à Corrupção detecta prestações pagas durante anos a pessoas já falecidas.

Neste caso, o suspeito limitou-se a receber na conta da mãe, de que era titular com outro familiar, o dinheiro das pensões, não tendo falsificado qualquer documento para enganar o Centro Nacional de Pensões e a Caixa Geral de Aposentações que pagavam, respectivamente, uma pensão de reforma e outra de sobrevivência. No outro caso, o sobrinho que esteve mais de 14 anos a receber a pensão da tia tinha falsificado a prova de vida da familiar e outros documentos que lhe permitiram usufruir da prestação.

A polícia optou por não deter o suspeito, que não tinha antecedentes criminais e colaborou com as autoridades. Por isso ficou sujeito apenas a termo de identidade e residência, tendo o caso sido participado às entidades públicas, que cancelaram o pagamento das pensões. Nenhum dos casos foi participado pelas instituições lesadas, tendo sido detectado no âmbito do trabalho da PJ. Contactada pelo PÚBLICO, a Segurança Social não fez comentários ao caso, por não o conseguir identificar a partir do comunicado da PJ.



lusa