Combinaram escrever um diário, baseado em livros criminais e recortes de jornais, e prepararam todas as entrevistas com uma jornalista de um semanário. Pedro Joel, filho do ‘Estripador de Lisboa’, José Guedes, justificou esses passos ontem, no Tribunal de Aveiro, com a sua vontade em concorrer à terceira edição de um reality show da TVI – já que não entrara na segunda.



Enquanto testemunha no julgamento de José Guedes – acusado de matar Filipa Ferreira em Cacia, no ano 2000 – o jovem afirmou que todas as conversas que o pai manteve com a jornalista foram uma brincadeira. "Não passou de uma fantochada", disse. Em relação ao crime de Aveiro, Pedro Joel garante que foi a jornalista quem o comentou pela primeira vez. "Conversou comigo sobre esse homicídio antes de se encontrar com o meu pai", garantiu.

Maria Lopes, a repórter de imagem que filmou as conversas com Guedes, disse que ficou impressionada com os relatos que ouviu. Garantiu ter ficado completamente convencida, mas ainda assim afirmou que nada conseguia provar.

Na sessão de ontem foi ainda ouvido um psiquiatra que atendeu Guedes, numa consulta no ano 2001, e ainda Deolinda Terra, amante do arguido. "Só depois das notícias, percebi quem ele era e o que me contava", disse a mulher, que chegou a receber SMS com ameaças. "Ele nunca foi violento, mas eu fiquei com medo", declarou a mulher, garantindo que a jornalista lhe disse que ela seria a próxima vítima do ‘Estripador’.

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